Kerygma

Mateus 6.16-18

“Não há lugar para Deus naquele que está cheio de si mesmo”
Autor desconhecido.

Os judeus tinham três grandes práticas religiosas: Dar esmolas, orar e jejuar. Além do jejum da expiação (Lv 16.31), havia jejuns relacionados à tristeza (I Samuel 31.13), a épocas de tribulação (Sl 35.13), e a outras ocasiões de significado especial.
Julgava-se que o jejum fortalecia a oração porque seria demonstração da grande seriedade do pedido do fiel. Os “hipócritas” jejuavam duas vezes na semana: as segundas e quintas-feiras (dias de ir ao mercado!). O jejum como também as outras obrigações religiosas devem ser praticadas pelos filhos do reino, mas somente quando praticadas sem nenhuma ostentação e sem desejo de receber louvores dos homens.
“Embora os discípulos devam ser vistos praticando boas obras, eles não devem fazer boas obras com o objetivo de serem vistos”. Quando um fariseu hipócrita jejuava, tinha um prazer especial em desfigurar o rosto com o uso de cosméticos que o faziam parecer morto, de modo que ninguém deixasse de notar a intensidade de sua auto-mortificação.
Tais esforços elaborados de exibicionismo bem podiam provocar o louvor da parte daqueles que observavam, mas Jesus diz com grande ênfase, seria a única recompensa que o tal hipócrita haveria de receber. Toda ostentação reflete um total desprezo pela verdade de que Deus não vê as coisas como o homem às vê. Um homem pode ver somente os sinais exteriores que outros lhe comunicam. Deus enxerga o íntimo do coração, não necessitando de nenhuma mostra exterior para que sua atenção seja atraída.

Em contraste com a exibição, os filhos do reino devem preparar-se para fazer doações anônimas (v.3 );
Em contraste com aquelas orações bem elaboradas e decoradas, os filhos do reino devem orar a sós com Deus (v.6 );
Em contrate com o desfigurar do rosto, os filhos do reino devem mostrar o semblante alegre no tempo do jejum, como em um dia de festa (v.17).
Para todos estes a recompensa está por vir, a recompensa do Pai celestial prometida aos que o amam e querem agradá-lo, quer recebam ou não a aprovação dos homens.

A prática do jejum do verdadeiro jejum segundo o profeta Isaías 58, o jejum é:

Cuidar dos interesses de Deus;
Ser inimigo da impiedade (amar de Deus);
Amor ao próximo (repartir o pão c/o faminto, dar abrigo aos pobres “os sem tetos”, vestir o que está nu, não esconder do seu semelhante);

O cristianismo tem uma marca. Um estilo de vida, cuja ênfase está na prática da piedade interior do coração e do espírito. O propósito do jejum não é fazer propaganda de nós mesmos, mas disciplinar-nos, expressando a nossa humildade diante de Deus e a nossa preocupação com os outros que estão passando necessidade.

publicado por: Pr. Alexandre Rodrigues de Souza
e-mail: alexandrersouza@yahoo.com.br
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