Kerygma

QUANDO OS OLHOS SE ABREM!

Posted on: Fevereiro 5, 2009

Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6.8).
Isaias exerceu seu ministério por um período de mais de quarenta anos. Nascido de família influente de classe alta era um aristocrata de nascimento, homem bem educado.
Profetizou em Jerusalém sete séculos antes de Jesus e de acordo com a tradição, Isaías foi martirizado, tendo sido serrado pelo meio dentro de um tronco oco (cf. Hb 11.37).

Isaías viveu em tempos difíceis, sobretudo, quando os olhos se abrem tudo muda. A compreensão de mundo que temos nos move. Isso nada mais é do que “como nós exergamos a vida e tudo aquilo que a cerca”. Na vida espiritual não é diferente. Depois de experimentar um verdadeiro encontro com Deus, Isaías teve sua vida mudada e isso trouxe consequências.

É impossível ver a Deus e permanecer do mesmo jeito. Por isso existe princípios importantes na experiência de Isaías que nos ajudará a observar como deve ser o nosso envolvimento com o serviço do reino.

1. ISAÍAS VIU A DEUS (vss.1-4)

Isaías descreve uma teofania, a partir do verso primeiro. Teofania é uma expressão teológica para descrever uma manifestação visível de Deus. Ele viu o Senhor (adonai – soberano) e toda a sua Santidade. Porém isso aconteceu num dado momento no tempo e na história: “No ano da morte do rei Uzias“. E isso foi um divisor de águas em sua experiência pessoal.

Divisor de águas é aquilo que separa, que diferencia. Se diz respeito ao antes e o depois. Assim como Isaías muitos outros tiveram experiências que mudaram suas vidas para sempre. É o caso de Jacó, Moisés, Paulo e tantos outros. Quando experimentamos realmente um encontro genuíno com Deus, nossas vidas são mudadas para sempre. E isso gera testemunho, porque nossos olhos se abrem!

2. ISAÍAS VIU A SI MESMO (v.5)

Ele viu a sua pecaminosidade – “sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios”.
Isaías viveu em dias difíceis, onde o povo havia se tornado infiéis e rebeldes. Como ele mesmo relatou “Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim”(1.2-3).
O povo vivia como as demais nações em orgulho e egoísmo. Haviam perdido o senso de justiça, de amor e de paz, características do reino de Deus, e tentaram estabelecer o seu próprio reino. Isaias se viu como homem indigno diante da Santidade de Deus. Quando enxergamos a Deus enxergaremos nossa pecaminosidade; Quando enxergamos a Deus enxergamos a nossa mediocridade; Quando enxergamos a Deus é impossível continuar vivendo uma falsa espiritualiade.
Qualquer mudança em nós só acontece quando enxergamos nossas falhas. Um verdadeiro retorno a comunhão com Deus é estabelecido quando somos tomados pelo temor ” ai de mim! Estou perdido!”. E isso gera testemunho, porque nossos olhos se abrem!

3. ISAÍAS VIU A GRAÇA DE DEUS (6-7)

No Antigo Testamento não era de qualquer jeito que alguém se aproximava de Deus. Havia um processo de purificação para tornar o homem aceitável diante de Deus.
Esse processo aconteceu com Isaias. O altar (do holocausto) simboliza a purificação pelo sangue, e o fogo simboliza a purificação pelo Espírito.
Isaías experimentou a graça de Cristo sete séculos antes do Filho de Deus demonstrar a sua graça morrendo na cruz em sacrifício para salvação de todos aqueles que haveriam de crer.
A graça cobre multidão de pecados – “… a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado”. Quando conseguimos enxergar a graça de Deus ela trás transformação. Ela torna o mais vil pecador em um santo homem.
A Bíblia nos diz que o pecado gera morte, sobretudo a graça de Deus gera vida. Thomas Brooks disse: “A graça transforma leões em cordeiros, lobos em ovelhas, monstros em homens e homens em anjos“.
A Graça é dom de Deus, apropriado pela fé, (Ef 2.8,9); a qual se origina do trabalho do Espírito Santo na consciência e no coração humano (Jo 15.26), pela revelação da Verdade (Jo 14.6; 1Jo 2.27-29), e a verdade é Cristo Jesus. A graça nos conduz a um caminho sublime. Nos faz ver quem éramos e quem agora somos. E ainda: “nos constrange sem nos constrager ao serviço a Deus”. Tudo isso gera testemunho, porque nossos olhos se abrem!

4. ISAÍAS VIU A MISSÃO (v.8)

Depois da visão de Deus, depois da visão de si mesmo e da visão da GRAÇA DE DEUS. Isaias agora é convocado. Quem há de ir por nós? Disse Isaías: “eis-me aqui, envia-me a mim”. A resposta do profeta foi imediata e demonstra: “Disposição, prontidão mediante o convite de Deus“.
A experiência vivida por Isaías é um testemunho de que o convite para o envolvimento com o serviço do reino de Deus só acontecerá quando nossa concepção de relacionamento com Deus for mudada.
A razão de sermos igreja está diretamente relacionada com a PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO. Assim como Isaías foi chamado para ser profeta e anunciar o designio de Deus, assim também a igreja tem a sua função profética de levar as Boas Novas de salvação para esse mundo rebelde e infiel a Deus. Saber quem é Deus, quem somos nós e o que representa a graça de Deus faz toda a diferença. É impossível depois de experimentar tudo isso e permanecer inerte!

CONCLUSÃO

A voz de Deus continua a ecoar pelos tempos, “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”, e continuará até a volta de Cristo. Deus têm chamando a todos aqueles que verdadeiramente tiveram um encontro genuíno com Ele para essa tarefa. Deus têm chamando todos aqueles que outrora eram pecadores para essa tarefa. Deus têm chamando todos aqueles que foram alcançados por sua graça, para essa maravilhosa tarefa : “A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO”.
Como foi muito bem dito por intermedio do apóstolo Paulo: “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Rm 10.13-15).
Como Isaías somos chamados para sermos arautos de Deus. Somos chamados para proclamar e testemunhar todo o conselho de Deus.
Que haja em nós a mesma disposição que houve em Isaías : “Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim”.

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza
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