Kerygma

A SUBORDINAÇÃO DE CRISTO

Posted on: Março 2, 2009

João 4.34; João 5.30; Filipenses 2.5-8; Hebreus 5.8-10; Hebreus 10.5-10

O que é um subordinado? Em nosso idioma significa estar “debaixo” de autoridade. Um subordinado não está no mesmo escalão; não está no mesmo nível de autoridade que seu superior.

Quando falamos da subordinação de Cristo, temos de fazê-lo com grande cuidado. Nossa cultura relaciona subordinação com inferiorização. Na Trindade, porém, todos os membros são iguais em natureza, em honra e em glória. Todos os três membros são eternos e auto-existentes; todos compartilham todos os aspectos e atributos da deidade.

No plano redentivo de Deus, entretanto, o Filho voluntariamente assume um papel de subordinação ao Pai. É o Pai quem envia o Filho ao mundo. O Filho obedientemente vem à Terra para fazer a vontade do Pai. Temos de ter cuidado, porém, para perceber que não há nenhum senso de obediência relutante. Assim como são o mesmo em glória, o Pai e o Filho também são um na vontade. O Pai deseja a redenção tanto quanto o Filho. O Filho almeja realizar a obra de salvação, assim como o Pai (Jo 2.17) e que sua comida e bebida era fazer a vontade do Pai (Jo 4.34).

Finalmente, devemos observar que a subordinação e a obediência de Cristo não foram demonstradas apenas em meio ao sofrimento. O plano incluía todos os aspectos da obra de Cristo por nós e sua glorificação final. A Confissão de Westminster explica a inter-relação do propósito do Pai e a obra de Cristo:

“Aprouve a Deus, em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu unigênito Filho, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do mundo: e deu-lhe desde toda a eternidade um povo, para ser sua semente e para no devido tempo ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado”. (VIII)

Ao submeter-se à perfeita vontade do Pai, Jesus fez por nós aquilo que não estávamos dispostos a fazer e éramos incapazes de fazer por nós mesmos: obedeceu perfeitamente à Lei de Deus. Em seu batismo, Jesus disse a João Batista: “Assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3.15). Toda a vida e o ministério de Jesus demonstraram sua perfeita obediência.

Ao obedecer perfeitamente à Lei, Jesus cumpriu duas coisas vitais e importantíssimas. Por um lado, qualificou-se para ser nosso Redentor, o Cordeiro sem mácula. Se tivesse pecado, ele não poderia fazer expiação pelo seu próprio pecado, muito menos pelos nossos. Segundo, por meio de sua obediência perfeita, ele mereceu as recompensas que Deus prometera a todo aquele que guardasse sua aliança. Jesus mereceu as recompensas celestiais, as quais concedeu a nós. Como o subordinado, Jesus salvou um povo que tinha sido insubordinado.
Esboço:
  1. Embora Cristo seja igual ao Pai em termos de natureza divina, é subordinado ao Pai em seu papel na Redenção.
  2. Subordinação não signifca “inferioridade”.
  3. A subordinação de Cristo é voluntária.
  4. A obediência perfeita de Cristo o qualificou para carregar os pecados do seu povo e para merecer as recompensas celestiais prometidas aos remidos.

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza
Bibliografia: Verdades Essenciais da Fé Cristã de R. C. Sproul/ Editora Cultura Cristã
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