Kerygma

A AUTO-REVELAÇÃO DE DEUS

Posted on: Março 5, 2009

Eu Sou o Que Sou” Êxodo 3.15

No mundo moderno, o nome de uma pessoa pode ser apenas um rótulo, sem revelar nada a respeito dela. Os nomes bíblicos, contudo, têm como fundo uma ampla tradição, segundo a qual o nome de uma pessoa oferece significativa informação a respeito de quem o usa. O Antigo Testamento, frequentemente, celebra o fato de Deus tornar seu nome conhecido a Israel, e os Salmos, muitas vezes, elevam louvores ao nome de Deus (Sl 8.1; 113.1-3; 145.1-2; 148.5, 13). “Nome”, aqui, significa o próprio Deus, como ele se revelou por palavras e ações. No centro dessa auto-revelação está o nome pelo qual Deus autorizou Israel a invocá-lo, nome comumente traduzido por “O Senhor” (tradução do termo hebraico Javé, como os eruditos modernos o pronunciam, ou “Jeová”, como é, às vezes escrito).

Deus declarou esse nome a Moisés, quando lhe falou a partir da sarça que se queimava, mas não se consumia. Deus primeiro identificou-se como o Deus que tinha se comprometido numa relação de aliança com os patriarcas (Gn 17.1-14); depois, quando Moisés lhe perguntou o que deveria dizer ao povo quando este quisesse saber qual era o seu nome (pois os antigos supunham que a oração só seria respondida se o destinatário fosse nomeado corretamente), Deus, primeiro, respondeu: “Eu Sou O Que Sou”; depois, abreviou para “Eu Sou”. O nome “Jave” (Senhor) soa como “Eu Sou” em hebraico; e Deus, finalmente, chamou-se a si mesmo “O Senhor, o Deus de vossos pais” (Êx 3.15-16). O nome, em todas as suas formas, proclama a realidade eterna e soberana que se auto-sustenta e se autodetermina, ou seja, o seu modo sobrenatural de existência, que a sarça ardente representou (Êx 3.2). A sarça que não se consumia ilustrava a própria vida inesgotável de Deus. Ao designar “Jave” como “o meu nome eternamente” (Êx 3.15), Deus indicou que seu povo deveria sempre pensar nele como o Rei vivo, poderoso e sempre reinando, Rei que a sarça ardente o mostrava ser.

Mais tarde, Moisés pediu para ver a glória de Deus. Em resposta, Deus proclamou o “o nome”: “Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado” (Êx 34.6-7). Na sarça ardente, Deus tinha respondido à pergunta pelo modo de sua existência. Aqui ele responde à questão de como podemos descrever as suas ações. Essa proclamação fundamental do seu caráter moral ecoa, com frequência, em passagens posteriores das Escrituras (Ne 9.17; Sl 86.15; Jl 2.13; Jn 4.2). Todas essas revelações são parte do seu “nome” e revelam a sua natureza, em função da qual ele deve ser reverenciado e glorificado para sempre.

No Novo Testamento, as palavras e atos de Jesus, o Filho encarnado de Deus, constituem a plena revelação da mente, do caráter e do propósito de Deus, o Pai (Jo 14.9-11; cf. 1.18). A frase “Santificado seja o teu nome“, na oração do Pai Nosso (Mt 6.9), expressa o desejo de que Deus seja reverenciado e louvado como merece o esplendor da totalidade de sua autorevelação.

Bibliografia: Bíblia de Genebra

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