Kerygma

A IMPECABILIDADE DE CRISTO

Posted on: Março 11, 2009

Mateus 3.15; Romanos 5.18-21; 2 Coríntios 5.21; Hebreus 7.26; 1 Pe 3.18

Quando falamos da impecabilidade de Cristo, geralmente estamos falando de sua humanidade. É desnecessário defender o caráter imaculado da divindade de Cristo, já que a divindade, de acordo com nossa definição, não pode e não comete pecado. A doutrina da impecabilidade de Cristo não tem sido alvo de controvérsias relevantes. Nem mesmo os hereges mais abtusos da História negaram esse aspecto da pessoa de Cristo.

A impecabilidade de Cristo não serve meramente como exemplo para nós. É fundamental e necessária para nossa salvação. Se Cristo não tivesse sido “o Cordeiro sem mácula”, ele não só não teria garantido a salvação de ninguém, mas ele próprio teria necessidade de um Salvador. A multidão de pecados que Cristo carregou sobre si na cruz requeria um sacrifício perfeito. Tal sacrifício tinha de ser feito por alguém que fosse isento de pecados.

A impecabilidade de Cristo tinha aspectos negativos e positivos. Negativamente, Cristo foi completamente livre de qualquer transgressão. Jamais trangrediu qualquer uma das leis santas de Deus. Obedeceu escrupulosamente tudo aquilo que Deus ordenou. A despeito da sua impecabilidade, Cristo obedeceu também a lei dos judeus, submetendo-se à circuncisão, ao batismo e provavelmente até mesmo ao sistema de sacrifícios de animais. Positivamente, Cristo ansiava por obedecer à lei; estava comprometido em fazer a vontade do Pai. Foi dito sobre ele: “O zelo da tua casa me consumirá” (Jo 2.17). Ele próprio disse que sua comida era fazer a vontade de seu Pai (Jo 4.34).

Uma questão difícil concernente à impecabilidade de Cristo é mencionada em Hebreus 4.15: “não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. Se Cristo foi tentado como nós somos, como poderia ter sido sem pecado? O problema fica ainda mais complicado quando lemos Tiago 1.14-15: “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”.

Tiago descreve um gênero de tentação que emana dos desejos pecaminosos em nosso interior. Esses desejos já são de natureza pecaminosa. Se Jesus foi tentado como somos, pareceria indicar que ele tinha desejos pecaminosos. Entretanto, esse é precisamente o ponto da frase, “mas, sem pecado”, do texto de Hebreus. Jesus tinha desejos. Contudo, não tinha desejos pecaminosos. Quando foi tentado por Satanás, o ataque veio de fora. Era uma tentação externa. Satanás tentou seduzi-lo e fazê-lo comer durante seu período de jejum. Certamente Jesus tinha fome física, tinha desejo por comida. Contudo, não havia pecado algum em sentir fome. Naquilo em que era igual a todos os homens, Jesus queria comer. Contudo, Jesus não era igual em todas as coisas. Ele estava comprometido a obedecer à vontade do Pai. Não sentia nenhum desejo de pecar.

Foi por meio da sua impecabilidade que Jesus se qualificou para ser o sacrifício perfeito por nossos pecados. Entretanto, nossa salvação requer dois aspectos da redenção. Não era só necessário que Cristo fosse nosso substituto e recebesse o castigo pelos nossos pecados; ele também tinha que cumprir perfeitamente a lei de Deus para asseguar o mérito necessário para que recebêssemos as bênçãos da aliança de Deus. Jesus não só morreu como o perfeito pelo imperfeito, o imaculado pelo pecaminoso, mas também viveu a vida de perfeita obediência exigida para nossa salvação.

Esboço:

  1. A impecabilidade de Cristo é necessária para nossa salvação
  2. Jesus fez expiação como o Cordeiro sem mácula
  3. Cristo não foi tentado por desejos pecaminosos
  4. Por meio da sua perfeita obediência, Jesus adquiriu a justiça (mérito) requerida para nossa salvação

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza
Bibliografia: Verdades Essenciais da Fé Cristã de R. C. Sproul/ Editora Cultura Cristã

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