Kerygma

UM CERTO ESFORÇO! PARA QUÊ?

Posted on: Março 16, 2009

Cl 3.5-11

Em nossa vida diária nos é exigido uma série de coisas. Por exemplo: Ao pleitear uma vaga para um novo emprego exigi-se do candidato, um bom currículo, referencial, experiência, boa aparência, etc.; Para ingressar-se na faculdade só mediante uma seleção; No trabalho do dia-a-dia há certas exigências que devem ser preenchidas. Não se pode ir um dia ao serviço e folgar cinco, isso pode trazer alguns problemas! Na família há certas regras que devem ser observadas para que tudo corra bem; Na escola devo estar sempre presente e fazer tudo aquilo que me é pedido; há muitas outras atividades na vida, que requer de cada um nós, certo esforço, para que aquilo que nos é cobrado seja atingido.

Na vida cristã não é diferente. Há certas coisas que devemos observar. A vida com Cristo requer muito de todos nós. Jesus disse o seguinte: “… aquele que quer vir após a mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). Esse é o preço que todos nós devemos pagar! E só há uma forma para esta exigência ser atendida. A firme determinação em andar com Cristo. “Andai nele” esse é o conselho do apóstolo Paulo (Vs.2.6). “Andar” é uma metáfora Paulina predileta, emprestada da sua tradição judaica que significa: “Modo de Vida”, por isso, em Cristo somos convocados a mortificar nossa carne. “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena …” (Vs.5), e isso significa: “que na vida cristã caminho para a vida é a morte. Morremos para viver. O cristianismo tem a ver com a vida de Cristo liberada em nós. Mas a porta para essa vida é a morte, e morte é sempre dolorosa”.

Paulo convoca aqueles irmãos a serem na prática àquilo que eles são em princípio: “mortos para o pecado e vivos para Cristo”. O rompimento decisivo com a vida antiga, envolve uma resolução determinada de acabar com os modos anteriores de comportamento. Geralmente as listas de vícios éticos (relacionado a nossa conduta) terminam com uma referência sobre o julgamento divino sobre aqueles que se entregam a estes hábitos. “… Por estas coisas é que vem a ira de Deus …”(Vs.6). outros textos nos diz o seguinte: “nem os impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas … herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9); “… as obras da carne são: prostituição, impureza, lascívia; idolatria … e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino dos Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.19-21).

Na nossa avidez por viver, às vezes esquecemos que primeiro precisamos morrer. Para nos tornar cristãos, morremos com Cristo. Mas para crescermos como cristãos, precisamos morrer para a carne, repetidamente, diariamente, até voltarmos para casa. O que geralmente nós fazemos para vencer a velha natureza? Nem sempre utilizamos os conselhos Bíblicos para vencermos as inclinações da carne. Na maioria das vezes buscamos subterfúgios em nós mesmos para vencermos certos pecados.

Há um grande problema. A vida de Cristo está em nós, mas há outra coisa dentro de nós. Queremos fazer o bem, mas também sentimos fortes ímpetos de fazer o mal. Por que? O apóstolo Paulo responde: “… Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço …” (Rm 7.18-19). Há uma luta interior grandiossíssima. Onde acontece uma batalha mortal. E a grande questão é: Quem subjuga quem? Na maior parte do tempo a nossa natureza pecaminosa tem vencido, por ser ela bem alimentada, bem evidenciada, quando na verdade deveria ser subjugada, assassinada, mortificada.

Temos fortes tendências, em outras coisas, a depender de nós mesmos e a provar que temos algo de valor dentro de nós. Larry Crabb um psicólogo cristão denomina isso de: “construção de cidades” – os construtores de cidades dependem de seus próprios recursos para moverem suas vidas. Os homens quando determinam a aproveitarem ao máximo o que este mundo tem para dar, decidem que só dependem deles tornarem as coisas mais agradáveis. Se forem bem-sucedidos, se sentem orgulhosos, e dão o nome a isso de alegria. Se fracassarem, aprendem a odiar (a si próprio pelo fracasso, os outros por não ajudarem, a Deus pela sua indiferença), e se sentem justificados ao fazê-lo. Muitas vezes falamos que dependemos de Deus, mas a verdade é outra: dependemos de nós mesmos. E isso tem trazido frustrações. O que fazer?

“Conta-se uma história de um certo jovem que ao terminar o culto dominical de sua igreja, após ter observado o sermão do pastor. Perguntou o seguinte: pastor quem é mais forte o bem ou o mal? O pastor depois de alguns minutos de silêncio responde: meu jovem aquele que for maior na sua vida. Esse será o mais forte”.

Na nossa luta mortal contra a nossa natureza pecaminosa, só venceremos se acatarmos a exortação de Paulo: “Portanto… com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive… Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra …” (3.1-2). Em outras palavras: Se os nossos objetivos não forem às coisas lá do alto, não atingiremos o alvo. Mas se forem, subjugaremos nossa natureza pecaminosa.!

“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15.)

Que Deus nos ajude!!

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza

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