Kerygma

A ASCENSÃO DE CRISTO

Posted on: Junho 18, 2009

Lucas 24.50-53; Romanos 8.34; Romanos 14.9-10; Efésios 4.7,8; Hebreus 9.23-28

A importância da Ascensão é frequentemente ignorada na Igreja moderna. Temos celebrações especiais e feriados para comemorar o nascimento (natal), a morte (Sexta-feira da Paixão) e a ressurreição de Cristo (Domingo de Páscoa). A maioria das igrejas, entretanto, faz pouca ou nenhuma menção da Ascensão. No entanto, a Ascensão é um evento de profunda importância no processo da redenção. Marca o momento do ponto mais elevado da exaltação de Cristo antes do seu retorno ao céu. Foi na Ascensão que Cristo entrou na sua glória.

Jesus descreveu sua partida desta terra como sendo melhor para nós do que sua presença permanente. Quando anunciou sua partida pela primeira vez aos discípulos, eles ficaram tristes com a notícia. Contudo, mais tarde compreenderam a importância deste grande evento. Lucas nos registra a Ascensão:

“Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o viste subir“. Atos 1.9-11

Notamos que Jesus partiu numa nuvem. Provavelmente esta seja uma referência à Shekinah, a nuvem da glória de Deus. A Shekinah excede qualquer nuvem comum em radiância. Representa a manifestação visível da glória radiante de Deus. Portanto, a forma como Jesus partiu de maneira alguma foi comum. Foi um momento de explendor extraordinário.

Ascender significa “subir” ou “elevar”. Entretanto, quando o termo, ascensão, é usado com relação a Cristo, tem um significado mais profundo, mais rico e mais específico. A ascensão de Jesus foi um evento único. Vai além de Enoque sendo levado diretamente para o céu ou a partida do profeta Elias numa carruagem de fogo.

A ascensão de Jesus refere-se à sua ida para um lugar especial, com um propósito especial. Ele foi para o Pai, para sentar-se à direita dele. Foi elevado para a sede de autoridade cósmica. Jesus subiu ao céu para sua coroação, sua confirmação como Rei dos reis.

Jesus também ascendeu para entrar no Santo dos Santos celestial a fim de continuar sua obra como nosso grande Sumo Sacerdote. No céu ele governa como Rei e intercede por nós como nosso Sumo Sacerdote. Desta sua posição de autoridade elevada, ele derramou seu Espírito sobre a Igreja. João Calvino observa:

“Sendo elevado ao céu, ele retirou sua presença corpórea da nossa vista; isso não quer dizer que cessou de estar com seus seguidores, os quais ainda são peregrinos sobre a terra, mas significa que pode governar tanto o céu como a Terra mais imediatamente pelo seu poder”. (II, XVI, 14)

Quando Jesus ascendeu ao céu para sua coroação como Rei dos reis, assentou-se à mão direita de Deus. A destra de Deus é a sede de autoridade. Desta posição Jesus governa, administra seu reino e preside como Juiz do céu e da terra.

A destra do Pai, Jesus está sentado como a Cabeça do seu Corpo, a Igreja. No entanto, nesta posição, sua autoridade e jurisdição de governo e administração estendem-se para além da esfera da sua Igreja e engloba o mundo todo. Embora a Igreja e o Estado sejam distintos dentro do domínio de Cristo, nunca são separados ou divorciados. Sua autoridade estende-se sobre ambos. Todos os governos do mundo devem prestar contas a ele e serão julgados por ele em sua função de Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Todos no céu e na terra são chamados por Deus para reverenciarem a majestade de Jesus, para serem governados por sua mão, para darem-lhe a honra devida e submeterem-se ao seu poder. Finalmente, todos estarão diante dele, quando ele assentar-se para o julgamento final.

Jesus tem autoridade para derramar seu Espírito Santo sobre a Igreja. Entretanto, ele só derramou seu Espírito depois que se sentou à destra de Deus. O Espírito ministra em subordinação ao Pai e ao Filho, os quais juntos o enviaram para aplicar a obra de salvação que Cristo adquiriu para os crentes.

Sentado à mão direita de Deus, Jesus não só exerce seu papel como Rei dos reis, mas também desempenha a função de juiz cósmico. Ele é o juiz sobre todas as nações e todas as pessoas. Embora Jesus governe como nosso juiz, ele foi designado por Deus para ser também nosso advogado. Ele é nosso defensor. No julgamento final, o advogado nomeado para nos defender será o próprio juiz que preside. Uma amostra da intercessão de Jesus em favor dos santos pode ser vista no martírio de Estêvão:

“Estevão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus que esta à direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé à destra de Deus!” Atos 7.55-56

Esboço:

  1. A Ascenção recebe pouquíssima atenção na Igreja moderna;
  2. A Ascensão marca um ponto extremamente importante da exaltação de Cristo na história da redenção;
  3. Cristo partiu numa nuvem de glória;
  4. Cristo ascendeu a um lugar específico, com um propósito específico: sua coroação como Rei dos reis;
  5. Em sua ascenção, Cristo tomou posse de sua função como Sumo Sacerdote celeste e está sentado à destra de Deus, a sede de autoridade cósmica;
  6. Desta posição à direita de Deus, Jesus autorizou o derramamento do Espírito Santo no Dia de Pentecostes;
  7. Em sua posição de autoridade, Jesus é o juiz sobre todos;
  8. Jesus também serve como o Advogado ou defensor em favor do seu povo.

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza
Bibliografia: Verdades Essenciais da Fé Cristã de R. C. Sproul/ Editora Cultura Cristã

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