Kerygma

DEUS É LUZ: SANTIDADE E JUSTIÇA DIVINA

Posted on: Junho 19, 2009

“Eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos,
porque eu sou santo…” (Lv 11.44).

Quando as Escrituras dizem que Deus, ou uma das Pessoas da Divindade, é “Santo” (como fazem com frequência: Lv 11.44-45; Js 24.19; 1 Sm 2.2; Sl 99.9; Is 6.3; 41.14,16,20; 57.15; Ez 39.7; Am 4.2; Jo 17.11; At 5.3-4,32; Ap 15.4), essa palavra signfica tudo a respeito de Deus que o separa de nós e o torna objeto de admiração, de adoração e de temor para nós. Essa palavra cobre todos os aspectos da grandeza transcendente e da perfeição moral de Deus e é característica de todos os seus atributos, apontando para a Divindade de Deus em todos os aspectos. A essência dessa verdade, contudo, é a pureza de Deus, que não pode tolerar qualquer forma de pecado (Hc 1.13), e chama os pecadores a humilhar-se constantemente em sua presença (Is 6.5).

Justiça – que significa agir retamente em todas as circunstâncias – é uma expressão da santidade de Deus. Ele mostra a sua justiça como Legislador e Juiz e, também, como Cumpridor de promessas e Perdoador de pecado. Sua lei moral, que exige do homem comportamento semelhante ao seu., é “santa e justa e boa” (Rm 7.12). Ele julga com justiça, de acordo com o merecimento verdadeiro (Gn 18.25; Sl 7.11; 96.13; At 17.31). Sua ira, sua hostilidade judicial ativa contra o pecado é totalmente justa em suas manifestações (Rm 2.5-16), e seus julgamentos particulares (punições retributivas) são gloriosos e louváveis (Ap 16.5,7; 19.1-14). Quando Deus cumpre o compromisso envolvido na sua Aliança e age para salvar o seu povo, isso é um ato de sua justiça (Is 51.5-6; 56.1; 63.1; 1 Jo 1.9). Quando Deus justifica os pecadores por meio da fé em Cristo, ele o faz com base na justiça feita – a punição dos nossos pecados na pessoa de Cristo, o nosso substituto. A forma tomada por sua misericórdia justificadora mostra que ele é inteira e totalmente justo (Rm 3.25-26), e nossa justificação aparece como judicialmente justificada.

Quando Joao diz que Deus é “luz” e nele absolutamente não trevas, a figura da luz afirma a pureza santa de Deus, o que torna impossível a comunhão entre ele e a impiedade obstinada e exige que a busca da santidade e da justiça seja uma preocupação central na vida do povo cristão (1 Jo 1.5-2.1; 2 Co 6.14-7.1; Hb 12.10-17). A convocação dos cristãos – na qualidade de regenerados e perdoados – para praticarem uma santidade que se assemelha à do próprio Deus e, desta forma, agradá-lo é constante no Novo Testamento, como, na verdade, foi também no Antigo Testamento (Dt 30.1-10; Ef 4.17 – 5.14; 1 Pe 1.13-22).

Bibliografia: Bíblia de Genebra

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