Kerygma

Archive for the ‘Devocional’ Category

O coração do homem é um lugar misterioso, que ninguém pode penetrar. Nem mesmo o mais perspicaz conhecedor da alma humana dentre os homens.

A Bíblia nos fala da natureza humana, nos revelando quem é o homem, suas inclinações e paixões, como bem disse Jesus: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias …” (Mt15.19), sobretudo só Deus sonda os corações e sabe de todas as coisas.

Existe um atributo de Deus conhecido na Teologia, como Onisciência. Isso faz de Deus sabedor e conhecedor de todas as coisas. Nada foge ao conhecimento Dele. Nada o pega de surpresa! Por isso quero afirmar que Há certas enfermidades na alma e no curso da vida do homem que só uma entrega total e plena a Deus pode curá-lo. A religião, terapias e tantas outras coisas pode até ajudar, sobretudo só Cristo pode curar, libertar e salvar o homem de suas crises existênciais mediante uma total entrega.

“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14.12)

Há caminho que ao homem …”. Quando a Bíblia fala de caminhos, isso significa a maneira como conduzimos a “nossa vida”. Se diz respeito aos hábitos e escolhas que fazemos. Quando mencionei que o coração é um lugar misterioso e que o desconhecemos, quis dizer que há muitas atitudes imponderadas nos homens que não podemos mensurar, que os leva a situações no final muito desagradáveis.

Muitos são aqueles que estão destruídos, arruinados e acabados. Que perderam negócios, gente que amava, estão falidos e enfermos no corpo e na alma. Tudo por causa de atitudes sem muita reflexão, ou porque cortaram caminho.

As vezes um atalho para o sucesso pode significar uma trilha falsa. A expressão: “… parece direito …”, demonstra isso! O grande problema é que as vezes esses “muitos” continuam a cometer os mesmos erros. “Minha mãe me ensinou que se conselho fosse bom não se dava, se VENDIA”. Isso, claro! Do ponto de vista dos homens, sobretudo quando refiro-me à bons conselhos, falo dos que as Escrituras Sagradas nos oferecem. Detalhe! é de GRAÇA. “Graça é favor que não merecemos”.

Por mais que venhamos conheçer a alma humana e por mais altruísta que sejamos e condescendamos com os necessitados em um momento de agonia profunda, por causa de atos impensados e decisões precipitadas, e mesmo que seja conosco. Ainda assim, somos responsáveis pelos nossos atos. É comum querermos arrumar álibes para todos os infortúnios e desgraças que a vida nos empõe. Por mais surtado que alguém esteja, não têm desculpas! Um princípio muito importante para a cura é admitir que estamos enfermos e precisamos de ajuda.

É preciso sondar os caminhos do nosso coração, pois eles podem nos levar à Benção ou Maldição, à Morte ou Vida. Jesus disse: “… Estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.14). Não existe atalho para o caminho da benção! Precisamos aprender a negar a nós mesmo, ou seja, devemos estar prontos para abrirmos mão de nossos interesses próprios e pretenções. No Reino de Deus os valores são diferentes dos valores humanos. É preciso perder, para se ganhar.

Do contrário, encerraremos nossa caminhada de conformidade com o provérbio de Salomão: “… mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Repito! Há caminhos que são destrutivos, porém há um só caminho, uma só verdade – JESUS! (Jo 14.6). Ele é O CAMINHO. Se têm uma jornada a ser percorrida? Se há escolhas a serem feitas? Elas devem ser feitas ao lado de Jesus e na orientação dele. Vida abundante encontraremos no Cristo. Inclusive respostas para nossas profundas crises existênciais.

O livro de sabedoria ainda nos orienta: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). Que Deus vos abênçoe e que os ajude em suas decisões e escolhas nessa vida.

Pr. Alexandre R. de Souza

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“Então, falou Deus todas estas palavras …”
(Êx 20.1)

Os seres humanos não foram criados autônomos (isto é, seres livres para seguirem sua própria lei), mas foram criados seres teônomos, ou seja, para estarem sujeitos à lei de Deus. Isso não constituía uma privação para o homem, porque Deus o criou de tal maneira que uma obediência agradecida poderia proporcionar-lhe a mais alta felicidade. Dever e prazer seriam coincidentes, como ocorreu com Jesus (Jo 4.34; cf. Sl 112.1; 119.14, 16, 47-48, 97-113, 127-128, 163-167). O coração humano decaído odeia a lei de Deus, tanto pelo fato de ser uma lei quanto por ela vir de Deus. Os que conhecem a Cristo, contudo, descobrem não só que amam a lei e querem guardá-la – tanto para agradarem a Deus e como gratidão pela graça (Rm 7.18-22; 12.1-2) – mas também que o Espírito Santo os conduz a um grau de obediência que nunca tiveram antes. (Rm 7.6; 8.4-6; Hb 10.16).

A lei moral de Deus está abundantemente exposta nas Escrituras, no Decálogo (Os Dez Mandamentos), em outros estatutos de Moisés, em sermões de profetas, no ensino de Jesus e nas cartas do Novo Testamento. A lei reflete o caráter de Deus e seu propósito para os seres humanos que criou. Deus ordena o comportamento que lhe agrade e proíbe aquilo que o ofende. Jesus resume a lei moral nos dois grandes mandamentos: o amor a Deus e o amor ao próximo (Mt 22.37-40). Ele diz que desses dois dependem todas as intruções morais do Antigo Testamento. O ensino moral de Cristo e de seus apóstolos é a velha lei aprofundada e reaplicada a novas circunstâncias, as da vida no Reino de Deus, onde o Salvador reina, e na era pós-pentecostes do Espírito, quando o povo de Deus é chamado a viver uma vida santificada no meio de um mundo hostil (Jo 17.6-19).

A lei bíblica é de várias espécies. As leis morais ordenam o comportamento pessoal e comunitário, que sempre são de nosso dever observar. As leis políticas do Antigo Testamento aplicavam princípios da lei moral à situação nacional de Israel, quando Israel era uma teocracia, como povo de Deus na terra. As leis do Antigo Testamento a respeito de purificação cerimonial, regime alimentar e sacrifícios eram estatutos temporários, com o objetivo de instruir o povo. Essas leis foram canceladas pelo Novo Testamento, porque o seu significado simbólico foi cumprido (Mt 15.20; Mc 7.15-19; At 10.9-16; Hb 10.1-14; 13.9-10).

A condição de leis morais, judiciais e rituais nos livros de Moisés comunicam a mensagem de que a vida sob a orientação de Deus não deve ser vista nem vivida em compartimentos, mas como uma unidade multifacetada. Comunicam também que a autoridade de Deus como legislador deu força igual a todo o código. Contudo, as leis eram de diferentes espécies e tinham diferentes propósitos. As leis políticas e cerimoniais tinham aplicação limitada, enquanto parece claro, tanto do contexto imediato quanto do ensino de Jesus, que a afirmação de Jesus a respeito da imutável força universal da lei se refere à lei moral como tal (Mt 5.17-19 cf. Lc 16.16-17).

Deus exige a total obediência de cada pessoa a todas as implicações de sua lei. Como diz o Catecismo Maior de Westminster, p.99: “A lei… obriga todos à plena conformidade do homem integral à retidão dela e à inteira obediência para sempare”; ” a lei é espiritual e, assim, se estende tanto ao entendimento, à vontade, às afeições e a todas as outras potências da alma, quanto às palavras, às obras e ao procedimento”. Em outras palavras, tanto os desejos quanto as ações devem ser retos. Jesus condena a hipocrisia que oculta a corrupção íntima com fingimentos exteriores (Mt 15.7-8; 23.25-28). Além disso, as decorrências da lei são parte de seu conteúdo: “onde um dever é ordenado, o pecado contrário é proibido; e, onde um pecado é proibido, o dever contrário é ordenado”.

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza
Bibliografia: Bíblia de Genebra

Cl 3.5-11

Em nossa vida diária nos é exigido uma série de coisas. Por exemplo: Ao pleitear uma vaga para um novo emprego exigi-se do candidato, um bom currículo, referencial, experiência, boa aparência, etc.; Para ingressar-se na faculdade só mediante uma seleção; No trabalho do dia-a-dia há certas exigências que devem ser preenchidas. Não se pode ir um dia ao serviço e folgar cinco, isso pode trazer alguns problemas! Na família há certas regras que devem ser observadas para que tudo corra bem; Na escola devo estar sempre presente e fazer tudo aquilo que me é pedido; há muitas outras atividades na vida, que requer de cada um nós, certo esforço, para que aquilo que nos é cobrado seja atingido.

Na vida cristã não é diferente. Há certas coisas que devemos observar. A vida com Cristo requer muito de todos nós. Jesus disse o seguinte: “… aquele que quer vir após a mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). Esse é o preço que todos nós devemos pagar! E só há uma forma para esta exigência ser atendida. A firme determinação em andar com Cristo. “Andai nele” esse é o conselho do apóstolo Paulo (Vs.2.6). “Andar” é uma metáfora Paulina predileta, emprestada da sua tradição judaica que significa: “Modo de Vida”, por isso, em Cristo somos convocados a mortificar nossa carne. “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena …” (Vs.5), e isso significa: “que na vida cristã caminho para a vida é a morte. Morremos para viver. O cristianismo tem a ver com a vida de Cristo liberada em nós. Mas a porta para essa vida é a morte, e morte é sempre dolorosa”.

Paulo convoca aqueles irmãos a serem na prática àquilo que eles são em princípio: “mortos para o pecado e vivos para Cristo”. O rompimento decisivo com a vida antiga, envolve uma resolução determinada de acabar com os modos anteriores de comportamento. Geralmente as listas de vícios éticos (relacionado a nossa conduta) terminam com uma referência sobre o julgamento divino sobre aqueles que se entregam a estes hábitos. “… Por estas coisas é que vem a ira de Deus …”(Vs.6). outros textos nos diz o seguinte: “nem os impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas … herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9); “… as obras da carne são: prostituição, impureza, lascívia; idolatria … e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino dos Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5.19-21).

Na nossa avidez por viver, às vezes esquecemos que primeiro precisamos morrer. Para nos tornar cristãos, morremos com Cristo. Mas para crescermos como cristãos, precisamos morrer para a carne, repetidamente, diariamente, até voltarmos para casa. O que geralmente nós fazemos para vencer a velha natureza? Nem sempre utilizamos os conselhos Bíblicos para vencermos as inclinações da carne. Na maioria das vezes buscamos subterfúgios em nós mesmos para vencermos certos pecados.

Há um grande problema. A vida de Cristo está em nós, mas há outra coisa dentro de nós. Queremos fazer o bem, mas também sentimos fortes ímpetos de fazer o mal. Por que? O apóstolo Paulo responde: “… Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço …” (Rm 7.18-19). Há uma luta interior grandiossíssima. Onde acontece uma batalha mortal. E a grande questão é: Quem subjuga quem? Na maior parte do tempo a nossa natureza pecaminosa tem vencido, por ser ela bem alimentada, bem evidenciada, quando na verdade deveria ser subjugada, assassinada, mortificada.

Temos fortes tendências, em outras coisas, a depender de nós mesmos e a provar que temos algo de valor dentro de nós. Larry Crabb um psicólogo cristão denomina isso de: “construção de cidades” – os construtores de cidades dependem de seus próprios recursos para moverem suas vidas. Os homens quando determinam a aproveitarem ao máximo o que este mundo tem para dar, decidem que só dependem deles tornarem as coisas mais agradáveis. Se forem bem-sucedidos, se sentem orgulhosos, e dão o nome a isso de alegria. Se fracassarem, aprendem a odiar (a si próprio pelo fracasso, os outros por não ajudarem, a Deus pela sua indiferença), e se sentem justificados ao fazê-lo. Muitas vezes falamos que dependemos de Deus, mas a verdade é outra: dependemos de nós mesmos. E isso tem trazido frustrações. O que fazer?

“Conta-se uma história de um certo jovem que ao terminar o culto dominical de sua igreja, após ter observado o sermão do pastor. Perguntou o seguinte: pastor quem é mais forte o bem ou o mal? O pastor depois de alguns minutos de silêncio responde: meu jovem aquele que for maior na sua vida. Esse será o mais forte”.

Na nossa luta mortal contra a nossa natureza pecaminosa, só venceremos se acatarmos a exortação de Paulo: “Portanto… com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive… Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra …” (3.1-2). Em outras palavras: Se os nossos objetivos não forem às coisas lá do alto, não atingiremos o alvo. Mas se forem, subjugaremos nossa natureza pecaminosa.!

“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15.)

Que Deus nos ajude!!

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” (Eclesiastes 9:10 )

Contam que certo dia um fósforo disse a uma vela: “Eu tenho a tarefa de acender-te.” Assustada, a vela respondeu: “Não, isto não! Se eu for acesa, os meus dias estarão contados. Ninguém vai mais admirar a milha beleza”. O fósforo perguntou: “Tu preferes passar a vida inteira, inerte e sozinha, sem ter experimentado a vida?” “Mas queimar dói e consome as minhas forças”, sussurrou a vela insegura e apavorada. “É verdade”, respondeu o fósforo, “mas este é o segredo da nossa vocação. Nós somos chamados para ser luz! O que eu posso fazer é pouco. Se não te acender, perco o sentido da minha vida. Existo para acender o fogo. Tu és uma vela: tu existes para iluminar os outros, para aquecer. Tudo o que tu ofereceres através da dor, do sofrimento e do teu empenho será transformado em luz; Tu não te acabarás consumindo-te pelos outros. Outros passarão o teu fogo adiante. Só quando tu te recusares, então morrerás!” Querem saber o que aconteceu? Dizem que, em seguida, a vela afinou o seu pavio e disse cheia de alegria: “Eu te peço, acende-me”.
Considere que o sentido de nossa vida se completa quando de fato entendemos que existimos para servir aos propósitos de Deus.
Infelizmente, mas muito infelizmente mesmo, acostuma-se atualmente com uma espiritualidade que se comprometeu com matéria. Um dia desses uma certa pessoa, de uma grande igreja, afirmou que dentre os membros da sua igreja, há vários médicos, professores, odontólogos, psicólogos, gente entendida na área da informática, especialistas em diversas áreas profissionais, mas que, apesar disso, há uma imensa dificuldade em encontrar pessoas dispostas para servir a Deus. São pessoas que fazem de tudo para ampliar o seu intelecto, suas finanças, suas especializações, mestrados e doutorados, mas não usam nada disso para fazer Jesus conhecido com todas as potencialidades que lhes foram ofertadas pela Graça de Deus.
De fato não é raro, após um culto em que a exposição de Deus foi orientada no objetivo de buscar florescer o vigor vocacional, observar que o tema da pregação é enterrado debaixo do materialismo dos bate-papos, onde toda possibilidade de dedicação integral à Deus fica de fora dos planos. Penso sobre isso e me entristeço, considerando que este é, em sua grande maioria, o nível de comprometimento que deveremos observar, com uma freqüência cada vez mais assustadora, neste século.
Os evangélicos estão deixando os planos vocacionais de Deus para a existência deles, de fora de suas agendas e de suas histórias. Os argumentos são assim apresentados: “Já não basta que eu venha à igreja uma vez por semana? Ou em duas pelo menos?”; “O meu dízimo não ajuda a pagar as contas, que inclusive podiam ser mais bem administradas?”; “Será que não entendem que meu tempo está muito apertado?”. As lideranças das igrejas sofrem a pressão para se acostumarem com esse nível de relacionamento. Quero esclarecer um aspecto com relação a isso: EU NÃO ME ACOSTUMO E NÃO ME ACOSTUMAREI JAMAIS.
É fato que há pessoas que se denominam evangélicos neste nosso século, mas que não se esforçam para oferecer a Deus tudo o que são, a fim de que Ele os use, integralmente, nos interesses do Reino. Gente que se perdeu pelo caminho do que seja espiritualidade e ficou encharcado pelas ninharias do mundo como fama, dinheiro, profissão e compromissos sociais com se isso tudo fosse um fim em si mesmo. Tornaram-se por demais assoberbados com os compromissos efêmeros e se esqueceram dos compromissos eternos.
Mas há também que não servem integralmente exatamente pelo contrário: tornaram-se profundamente preguiçosos de mente para estudar, questionar e para simplesmente ler a Bíblia diariamente e, a cada ano, se enterram num banco de igreja recusando-se até mesmo em ler um simples boletim de igreja. Dois grupos extremos podem ser vistos. O primeiro grupo formado por profissionais altamente solicitados e muito acima da agenda do Reino e de sua igreja; o segundo grupo formado por pessoas que, mesmo com tempo e sem altos treinamentos, se acham muito abaixo dos compromissos do Reino de Deus e de sua igreja. No meio disso, sobra aquilo que os administradores chamam de 20/80, ou seja: 20% das pessoas realizando 80% do trabalho necessário. Não é difícil concluir então quê, como há muito trabalho a ser realizado, há alguns nas igrejas que precisam fazer o trabalho de mais quatro pessoas.
Especialize-se, cresça intelectualmente, faça os cursos que forem necessários, mas eu espero que você não seja destes que deixam outros fazerem o trabalho que lhe foi confiado, porque está comprometido demais com a “concorrência” profissional. Reconheça sua Bíblia e não a sua agenda como o fator determinante para definir o seu tempo para servir com tudo que você é.

Publicado por: Rev. Nátsan Matias
http://www.sinergiaprodutiva.blogspot.com/

Mateus 3.15; Romanos 5.18-21; 2 Coríntios 5.21; Hebreus 7.26; 1 Pe 3.18

Quando falamos da impecabilidade de Cristo, geralmente estamos falando de sua humanidade. É desnecessário defender o caráter imaculado da divindade de Cristo, já que a divindade, de acordo com nossa definição, não pode e não comete pecado. A doutrina da impecabilidade de Cristo não tem sido alvo de controvérsias relevantes. Nem mesmo os hereges mais abtusos da História negaram esse aspecto da pessoa de Cristo.

A impecabilidade de Cristo não serve meramente como exemplo para nós. É fundamental e necessária para nossa salvação. Se Cristo não tivesse sido “o Cordeiro sem mácula”, ele não só não teria garantido a salvação de ninguém, mas ele próprio teria necessidade de um Salvador. A multidão de pecados que Cristo carregou sobre si na cruz requeria um sacrifício perfeito. Tal sacrifício tinha de ser feito por alguém que fosse isento de pecados.

A impecabilidade de Cristo tinha aspectos negativos e positivos. Negativamente, Cristo foi completamente livre de qualquer transgressão. Jamais trangrediu qualquer uma das leis santas de Deus. Obedeceu escrupulosamente tudo aquilo que Deus ordenou. A despeito da sua impecabilidade, Cristo obedeceu também a lei dos judeus, submetendo-se à circuncisão, ao batismo e provavelmente até mesmo ao sistema de sacrifícios de animais. Positivamente, Cristo ansiava por obedecer à lei; estava comprometido em fazer a vontade do Pai. Foi dito sobre ele: “O zelo da tua casa me consumirá” (Jo 2.17). Ele próprio disse que sua comida era fazer a vontade de seu Pai (Jo 4.34).

Uma questão difícil concernente à impecabilidade de Cristo é mencionada em Hebreus 4.15: “não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. Se Cristo foi tentado como nós somos, como poderia ter sido sem pecado? O problema fica ainda mais complicado quando lemos Tiago 1.14-15: “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”.

Tiago descreve um gênero de tentação que emana dos desejos pecaminosos em nosso interior. Esses desejos já são de natureza pecaminosa. Se Jesus foi tentado como somos, pareceria indicar que ele tinha desejos pecaminosos. Entretanto, esse é precisamente o ponto da frase, “mas, sem pecado”, do texto de Hebreus. Jesus tinha desejos. Contudo, não tinha desejos pecaminosos. Quando foi tentado por Satanás, o ataque veio de fora. Era uma tentação externa. Satanás tentou seduzi-lo e fazê-lo comer durante seu período de jejum. Certamente Jesus tinha fome física, tinha desejo por comida. Contudo, não havia pecado algum em sentir fome. Naquilo em que era igual a todos os homens, Jesus queria comer. Contudo, Jesus não era igual em todas as coisas. Ele estava comprometido a obedecer à vontade do Pai. Não sentia nenhum desejo de pecar.

Foi por meio da sua impecabilidade que Jesus se qualificou para ser o sacrifício perfeito por nossos pecados. Entretanto, nossa salvação requer dois aspectos da redenção. Não era só necessário que Cristo fosse nosso substituto e recebesse o castigo pelos nossos pecados; ele também tinha que cumprir perfeitamente a lei de Deus para asseguar o mérito necessário para que recebêssemos as bênçãos da aliança de Deus. Jesus não só morreu como o perfeito pelo imperfeito, o imaculado pelo pecaminoso, mas também viveu a vida de perfeita obediência exigida para nossa salvação.

Esboço:

  1. A impecabilidade de Cristo é necessária para nossa salvação
  2. Jesus fez expiação como o Cordeiro sem mácula
  3. Cristo não foi tentado por desejos pecaminosos
  4. Por meio da sua perfeita obediência, Jesus adquiriu a justiça (mérito) requerida para nossa salvação

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza
Bibliografia: Verdades Essenciais da Fé Cristã de R. C. Sproul/ Editora Cultura Cristã

Lucas 22.39-46

A oração faz parte da nossa liturgia (adoração coletiva), sobretudo faz parte da nossa adoração pessoal. Dentre as muitas manifestações da adoração tais como: “confiança em Deus, submissão, louvor e serviço”, a oração tem o seu lugar de preeminência. Pois através dela, nós exercitamos a vigilância. Jesus mesmo em face de grande dor que iria enfrentar, não só demonstrou que a oração fazia parte das suas atividades diárias “… E, saindo, foi, como de costume …”(v.39), como também, tirou tempo para ensinar seus discípulos a exercitarem a vigilância. “Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação…” (v.40). Quando o nosso sofrimento é muito grande ficamos fragilizados e somos constantemente tentados a resolver a situação de qualquer jeito, sobretudo precisamos vencer nossas dificuldades por meio da oração. O crente pode vencer as tentações. Jesus venceu!



É importante também salientarmos que através da oração, aprendemos a exercitar a vontade de Deus. Jesus em seu dialogo com o Pai dizia: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua …” (v.42). Infelizmente muita gente têm se esquecido disso (o exercício da vontade de Deus). É comum as pessoas só falarem com Deus, o incomum é submeter-se a vontade de Deus por meio da oração. Se existe algo que nos amadurece espiritualmente é saber que podemos ouvir a Deus. A oração não é um monólogo, mas sim um diálogo.



Em terceiro lugar aprendemos que através da oração o crente é fortalecido espiritualmente. Jesus venceu o calvário antes de chegar lá. O peso daquilo que Jesus iria enfrentar foi sentido na pele. Lucas como um bom médico falou com muita propriedade: “E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (v.44), todavia para Jesus só foi possível suportar, porque Deus o havia consolado. Como está explicito no texto: “Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava” (v.43). Quando o cristão exercita a sua dependência em Deus, no mínimo receberá alento do Senhor. Às vezes estamos tão cauterizados com os problemas que temos enfrentado, que não conseguimos visualizar a vontade de Deus e o seu cuidado. Queremos falar e não ouvimos. Queremos o auxilio, mas não o enxergamos. A verdade é que Deus não deixa seus filhos desamparados. Não importa o tamanho dos nossos problemas. O que importa é que Deus não nos deixará só. Às vezes estamos orando e temos a impressão que Ele não está nos ouvindo. É justamente nessa hora que precisamos aprender a nos submeter à Sua vontade e a enxergar o seu cuidado.

A oração visa esses propósitos: Vencer a tentação, Exercitar a vontade de Deus e ser fortalecido por Ele. Que Deus nos abençoe. E que diante das lutas possamos entender que orar é um privilégio



Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza.

MATUES 28:18-20
A GRANDE COMISSÃO

Muito se tem escrito sobre a necessidade do cumprimento da ordem do Senhor Jesus para que a sua igreja cumpra na face da terra. A discussão que muitas vezes se levanta é se a principal missão da igreja é adoração ou a necessidade de cumprir a grande comissão. Parece que a MISSÃO deixa de existir, quando se pensa que uma sem a outra perde o valor; pois não há melhor forma de adorar do que servir ao Senhor da igreja. A grande comissão deve ser enxergada como um ato de adoração.

A Bíblia mostra que Jesus veio ao mundo com propósitos específicos; Lucas declara: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (19.10)
Nosso texto relata um episódio muito especial em que Jesus, momentos antes de Sua subida aos céus, reuniu pela última vez os seus díscipulos e estabeleceu Seu mandamento final: “A GRANDE COMISSÃO“. O propósito para Sua igreja, a grandiosa tarefa em que os seus díscipulos deveriam empenhar-se por cumprir. Os Seus deveriam estar cumprindo o propósito para o qual viera ao mundo.
“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”.

Jesus menciona a sua autoridade e poder, adquiridos pela Sua obediência ao propósito de Deus (Hb 5.8). E esta obediência foi até a morte, pois Ele se tornou “obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2.8).
Revestido agora de autoridade, Jesus comissiona os Seus discípulos para cumprirem uma ordem, que define duas tarefas básicas a serem realizadas.
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado“.

A tarefa é dupla. Muitos cristãos interpretam erroneamente esta ordem, mudando o significado do texto; pois entendem: “ide e fazei convidados”, outros entendem: “ide e fazei convencidos”, ou ainda: “ide e fazei convertidos”.
Mas a ordem é clara: “ide e fazei díscipulos“. Fazer díscipulos significa ensinar a alcançar outras pessoas com o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo e ensinálas a obedecer tudo o que Jesus ensinou, inclusive o ide. Portanto o díscipulado é um processo dinâmico, e que, sem dúvida, trará o fortalecimento da igreja.
“… E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século“.

A ordem do Senhor é encerrada com a promessa da sua presença contínua até a consumação dos séculos. Esta é a grande garantia de que, estando-se no centro de Sua vontade, cumprindo-se o seu propósito, a Sua presença está garantida, como também o Seu poder e a Sua autoridade.
O Senhor havia passado cerca de três anos ensinando e capacitando os seus discípulos para a obra do ministério; agora era o momento de partir, de deixá-los sozinhos; mas, deixá-los sem uma palavra de esperança, de conforto, não seria muito estimulante. Jesus deixou-os com Seu “último desejo”, mas, também, prometeu a Sua presença contínua.
Por isso não há melhor forma de adorar do que servir ao Senhor da igreja, pois estando no centro da vontade de Deus, temos a promessa contínua de sua companhia. Não existe melhor forma de experimentar a Deus do que Servindo-o.
Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza

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"O propósito desta página é ajudar àqueles que amam a Deus e Sua Palavra, auxiliando todos os que estão envolvidos direto ou indiretamente em atividades ministeriais"

Pr. Alexandre Rodrigues

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"A distinção entre as ações virtuosas e pecaminosas foi gravada pelo Senhor no coração de todos os homens". João Calvino

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