Kerygma

O coração do homem é um lugar misterioso, que ninguém pode penetrar. Nem mesmo o mais perspicaz conhecedor da alma humana dentre os homens.

A Bíblia nos fala da natureza humana, nos revelando quem é o homem, suas inclinações e paixões, como bem disse Jesus: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias …” (Mt15.19), sobretudo só Deus sonda os corações e sabe de todas as coisas.

Existe um atributo de Deus conhecido na Teologia, como Onisciência. Isso faz de Deus sabedor e conhecedor de todas as coisas. Nada foge ao conhecimento Dele. Nada o pega de surpresa! Por isso quero afirmar que Há certas enfermidades na alma e no curso da vida do homem que só uma entrega total e plena a Deus pode curá-lo. A religião, terapias e tantas outras coisas pode até ajudar, sobretudo só Cristo pode curar, libertar e salvar o homem de suas crises existênciais mediante uma total entrega.

“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14.12)

Há caminho que ao homem …”. Quando a Bíblia fala de caminhos, isso significa a maneira como conduzimos a “nossa vida”. Se diz respeito aos hábitos e escolhas que fazemos. Quando mencionei que o coração é um lugar misterioso e que o desconhecemos, quis dizer que há muitas atitudes imponderadas nos homens que não podemos mensurar, que os leva a situações no final muito desagradáveis.

Muitos são aqueles que estão destruídos, arruinados e acabados. Que perderam negócios, gente que amava, estão falidos e enfermos no corpo e na alma. Tudo por causa de atitudes sem muita reflexão, ou porque cortaram caminho.

As vezes um atalho para o sucesso pode significar uma trilha falsa. A expressão: “… parece direito …”, demonstra isso! O grande problema é que as vezes esses “muitos” continuam a cometer os mesmos erros. “Minha mãe me ensinou que se conselho fosse bom não se dava, se VENDIA”. Isso, claro! Do ponto de vista dos homens, sobretudo quando refiro-me à bons conselhos, falo dos que as Escrituras Sagradas nos oferecem. Detalhe! é de GRAÇA. “Graça é favor que não merecemos”.

Por mais que venhamos conheçer a alma humana e por mais altruísta que sejamos e condescendamos com os necessitados em um momento de agonia profunda, por causa de atos impensados e decisões precipitadas, e mesmo que seja conosco. Ainda assim, somos responsáveis pelos nossos atos. É comum querermos arrumar álibes para todos os infortúnios e desgraças que a vida nos empõe. Por mais surtado que alguém esteja, não têm desculpas! Um princípio muito importante para a cura é admitir que estamos enfermos e precisamos de ajuda.

É preciso sondar os caminhos do nosso coração, pois eles podem nos levar à Benção ou Maldição, à Morte ou Vida. Jesus disse: “… Estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.14). Não existe atalho para o caminho da benção! Precisamos aprender a negar a nós mesmo, ou seja, devemos estar prontos para abrirmos mão de nossos interesses próprios e pretenções. No Reino de Deus os valores são diferentes dos valores humanos. É preciso perder, para se ganhar.

Do contrário, encerraremos nossa caminhada de conformidade com o provérbio de Salomão: “… mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Repito! Há caminhos que são destrutivos, porém há um só caminho, uma só verdade – JESUS! (Jo 14.6). Ele é O CAMINHO. Se têm uma jornada a ser percorrida? Se há escolhas a serem feitas? Elas devem ser feitas ao lado de Jesus e na orientação dele. Vida abundante encontraremos no Cristo. Inclusive respostas para nossas profundas crises existênciais.

O livro de sabedoria ainda nos orienta: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). Que Deus vos abênçoe e que os ajude em suas decisões e escolhas nessa vida.

Pr. Alexandre R. de Souza

Gênesis 1.1-2.3; Mateus 9.1-8; Mateus 16.13-21; João 1.1-18;
Apocalipse 19.11-16
Jesus de Nazaré recebeu mais títulos do que qualquer outra pessoa na História. Uma lista breve incluiria o seguinte:
Cristo; Senhor; Filho do Homem; Salvador; Filho de Davi; Grande Sumo Sacerdote; Filho de Deus; Alfa e Ômega; Mestre; Professor; Justiça; Profeta; Rosa de Sarom; Lírio dos Vales; Advogado; Leão de Judá; Cordeiro de Deus e Segundo Adão.Os principais títulos dados a Jesus são:

CRISTO. O título Cristo é usado com tanta frequência, referindo-se a Jesus, que as pessoas às vezes o confudem com seu segundo nome. Entretanto, não se trata de um nome, mas de um título que indica sua posição e sua obra como Messias. O termo Cristo vem da palavra grega Chistos usada para traduzir a palavra hebraica para Messias. Tanto Cristo quanto Messias significam “o Ungido”.

No Antigo Testamento, o conceito de Messias prometido, o qual seria singularmente ungido pelo Espírito Santo, era uma idéia complexa, com muitas interpretações. Os judeus não tinham todos a mesma idéia sobre o Messias.

Um conceito sobre o Messias era que ele seria um rei. Seria o Filho ungido de Davi, o Leão de Judá, o qual restauraria o reino caído de Davi. (Este aspecto excitava grandemente os judeus e avivava as chamas da esperança em um governo político que iria libertá-los da sujeição a Roma).

O Messias, porém, era também chamado o Servo de Deus, na verdade o Servo Sofredor mencionado na profecia de Isaías. Parecia praticamente impossível unir esses dois papéis numa só pessoa, embora obviamente fossem unidos em Jesus.

O Messias também seria um ser celestial (Filho do Homem) e teria uma relação única com o Deus Pai (Filho de Deus). Seria também profeta e sacerdote. Quanto mais percebemos o quanto o conceito do Messias era complexo, mais ficamos maravilhados com a maneira intrincada pela qual todos esses aspectos foram reunidos na pessoa e na obra de Jesus.

SENHOR. O segundo usado com maior frequência para Jesus no Novo Testamento é o título Senhor. Este título é de suprema importância para o entendimento do perfil de Jesus no Novo Testamento. O termo senhor é usado de três maneiras distintas no Novo Testamento. A primeira é uma forma comum de tratamento, semelhante ao nosso uso de “senhor”. O segundo uso refere-se ao dono de escravos, ou “amo”. Aqui é aplicado num sentido figurado a Jesus. Ele é o nosso Dono. O terceiro é o uso imperial. Refere-se àquele que é soberano.

No século I, os imperadores romanos exigiam um juramento de lealdade por parte dos súditos, por meio do qual exigia-se que repetissem a fórmula:”César é Senhor”. Os cristãos eram torturados por se recusarem a concordar com isso. Em vez disso, proclamaram o primeiro credo cristão: “Cristo é o Senhor”. Chamar Jesus de “Senhor” era radical não só do ponto de vista dos romanos, mas especialmente do ponto de vista dos judeus, pois era o título dado ao próprio Deus no Antigo Testamento. O título Senhor foi concedido a Jesus por Deus o Pai. É o “nome que está acima de todo nome”, sobre o qual Paulo fala em Filipenses 2.9.

FILHO DO HOMEM. Este é um dos mais fascinantes títulos dados a Jesus e talvez o que é mais frequentemente mal-interpretado. Devido ao fato de que a Igreja confessa a dupla natureza de Jesus, que ele é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, e porque a Bíblia descreve Jesus como Filho do Homem e Filho de Deus, é tentador concluir que Filho do Homem refere-se à humanidade de Jesus e Filho de Deus refere-se à sua divindade. Esse, entretanto, não é exatamente o caso. Embora o título, Filho do Homem, inclua um elemento de humanidade, sua referência primária é à natureza divina de Jesus. O título, Filho de Deus, também inclui uma referência à divindade, mas sua ênfase primária é sobre a obediência de Jesus como filho.

Este título, Filho do Homem, tem ainda mais importância quando compreendemos que, embora esteja em terceiro lugar (bem embaixo na lista), em termos de frequência de uso no Novo Testamento (atrás de Cristo e Senhor), está em primeiro lugar (com uma grande margem) nos títulos que Jesus usava para referir-se a si próprio. Filho do Homem é a designação mais favorita de Jesus para si mesmo.

A importância deste título é tirada da sua ligação com o uso que Daniel fez dele no Antigo Testamento (Dn 7). Ali, Filho do Homem claramente referia-se a um ser celestial que agia como um Juiz cósmico. Nos lábios de Jesus o título não é um exercício de falsa humildade, mas uma ousada reivindicação de autoridade divina. Jesus alegou, por exemplo, que o Filho do Homem tinha autoridade para perdoar pecados (Mc 2.10), uma prerrogativa divina, e era Senhor do sábado (Mc 2.28).

LOGOS. Nenhum título de Jesus despertou mais intenso interesse filosófico e teológico nos primeiros três séculos do que o títulos Logos. O Logos era central no desenvolvimento da Cristologia da Igreja Primitiva. O prólogo do Evangelho de João é crucial para este entendimento cristológico do Logos. João escreve: “No princípio era o Verbo (Logos), e o Verbo (Logos) estava com Deus, e o Verbo (Logos) era Deus” (Jo 1.1).

Nesta passagem notável, o Logos é tanto distinto de Deus (“estava com Deus”), quanto identificado com Deus (“era Deus). Este paradoxo teve grande influência no desenvolvimento da doutrina da Trindade, em que o Logos é visto como a Segunda Pessoa da Trindade. Ele difere em pessoa do Pai, mas é um em essência com o Pai.

É fácil de entender por que os filósofos cristãos foram atraídos pelo conceito do Logos como um título de Jesus. Embora o termo possa ser traduzido simplesmente como “palavra”, ele tinha um histórico de utilização como termo técnico na filosofia o qual deu ao Logos um significado muito rico. Os antigos gregos preocupavam-se com o sentido do universo e por isso se engajaram numa busca pela “realidade suprema” (metafísica). Eles buscavam o fator unificador ou o poder que traria a ordem e a harmonia na amplamente diversificada esfera da criação (cosmologia). Os filósofos procuravam por uma nous (mente) à qual (ou a quem) poderiam atribuir a ordem de todas as coisas. A essa realidade suprema unificadora os gregos deram o nome de Logos. Ela proporcionaria a coerência ou a “lógica” da realidade. O conceito foi usado por Heráclito e posteriormente pela filosofia Estóica, na qual era usada como uma lei cósmica e abstrata.

Embora desta maneira o termo fizesse parte da bagagem da filosofia grega anterior ao Cristianismo, o uso bíblico do Logos vai muito além do uso grego. Em Gênesis 1.3 e seguintes, a Bíblia diz: “Disse Deus… e assim se fez”. Desta maneira, foi por meio da Palavra de Deus que a criação veio à existência. O que distancia o conceito do Logos da filosofia grega, de maneira mais significativa, contudo, é que o Logos do Novo Testamento é pessoal – a Palavra é uma pessoa divina e tornou-se um homem, o qual viveu e morreu em nosso mundo.

Esboço:

  1. Messias significa “ungido” e é usado como um título de Jesus indicando seu papel tanto como Rei como Servo Sofredor. Messias é o título usado com mais frequência referindo-se a Jesus.
  2. Senhor é o segundo título usado com mais frequência para Jesus e refere-se à sua autoridade suprema como Soberano do universo.
  3. Filho do Homem é o título que o próprio Jesus usava com mais frequência referindo-se a si mesmo. Este título refere-se primariamente ao papel de Jesus como Juiz de todo o cosmos.
  4. O título Logos tem uma rica herança tanto da cultura grega como da judaica. Jesus é o Logos – o Criador do universo, a realidade suprema por trás dele e aquele que está constantemente sustentando-o.

Bibliografia: Verdades Essenciais da Fé Cristã de R. C. Sproul/ Editora Cultura Cristã

Textos: Salmo 110; Isaías 42.1-4; Lucas 1.26-38; Atos 3.17-26; Hebreus 5.5-6

Uma das grandes contribuições para o entendimento dos cristãos sobre a obra de Cristo é a exposição de João Calvino dos três ofícios de Cristo como Profeta, Sacerdote e Rei (Institutas, II, XV). Como Profeta de Deus por excelência, Jesus era tanto o objeto quanto o agente da profecia. Sua pessoa e sua obra são os pontos focais da profecia do Antigo Testamento, enquanto ele próprio é um profeta. Nas declarações proféticas do próprio Jesus, o Reino de Deus e o seu papel dentro desse Reino vindouro são os temas principais. A atividade principal de um profeta era declarar a Palavra de Deus. Jesus não só declarou a Palavra de Deus, mas ele é a própria Palavra de Deus. Jesus foi o supremo profeta de Deus, sendo a Palavra de Deus na carne.

O profeta do Antigo Testamento era um tipo de mediador entre Deus e o povo de Israel. Ele falavra ao povo da parte de Deus. O sacerdote falava com Deus em favor do povo. Jesus também desempenhou o papel do grande Sumo Sacerdote. Os sacerdotes do Antigo Testamento ofereciam sacrifícios regularmente, mas Jesus ofereceu um sacrifício de valor eterno, uma vez por todas. A oferta de Jesus ao Pai foi o sacrifício de si mesmo. Ele era tanto a oferta quanto o ofertante.

Enquanto no Antigo Testamento as funções medianeiras de profeta, sacerdote e rei eram ocupadas separadamente por indivíduos, todas as três funções foram ocupadas supremamente na única pessoa de Jesus. Jesus cumpriu a profecia messiânica do Salmo 110. Ele é o descendente e Senhor de Davi. É o Sacerdote que também é o Rei. O Cordeiro que foi morto é também o Leão de Judá. Para obter plena compreensão da obra de Cristo não devemos vê-lo simplesmente como profeta, ou como sacerdote, ou como rei. Todos os três ofícios são perfeitamente desempenhados por ele.

Esboço:

  1. Jesus é o cumprimento da profecia do Antigo Testamento e ele próprio é profeta.
  2. Jesus era tanto Sacerdote como o sacrifício. Como Sacerdote, ele se ofereceu como o sacrifício perfeito pelo pecado.
  3. Jesus é o ungido Rei de todos os reis e Senhor de todos os senhores.

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza
Bibliografia: Verdades Essenciais da Fé Cristã de R. C. Sproul/ Editora Cultura Cristã

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16)



Introdução:

Todos nós como seres humanos, somos cercados de necessidades: comer, beber, respirar, etc. E espiritualmente não é diferente!

Jesus Cristo viveu entre os homens, fez o bem, sofreu, padeceu, foi crucificado, morreu, mas a sua história não parou por aí. Ele está vivo! Pois ressuscitou! Venceu a morte e está à destra de Deus e também aqui para salvar.



Transição:

Por isso quero falar sobre três necessidades básicas para que alguém seja salvo…



I. ARREPENDER-SE DOS SEUS PECADOS

Todos nós somos pecadores (“ pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”Romanos 3:23);

Todos nós precisamos de arrependimento;



II. COLOCAR A FÉ EM JESUS CRISTO

A fé não deve ser colocada em coisas, religião, obras, sentimentos, pessoas, méritos próprios, etc., mas em Cristo;

Jesus levou na cruz os nossos pecados – (Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele “Isaías 53.5”).

Ele é o único que pode nos salvar – (I Timóteo 2:5).



III. ENTREGAR A VIDA A JESUS CRISTO (JOÃO 1:12)

É Deus quem nos dá a salvação inteiramente de GRAÇA;

Foi por amor que o Filho de Deus se entregou;

Somos salvos pela bondade e misericórdia de Deus, sem qualquer mérito de nossa parte (Efésios 2:8-9 e Tito 3:4-5).





CONCLUSÃO:





O homem precisa, diante da oferta de Deus, reconhecer que sem Jesus está perdido, desejar mudar de vida, arrepender-se dos seus pecados e, pela fé, entregar totalmente a sua vida a Jesus Cristo.



Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza

Romanos 8.33-34; 1 Timóteo 2.5; Hebreus 7.20-25; Hebreus 9.11-12

Um mediador é um intermediário. É aquele que fica entre duas ou mais pessoas ou grupos em disputa e tenta promover sua reconciliação. Em termos bíblicos, os seres humanos são descritos como vivendo em inimizade contra Deus. Nós nos rebelamos, nos revoltamos e nos recusamos obedecer à Lei de Deus. Como resultado, a ira de Deus permanece sobre nós. Para que esta situação catastrófica seja mudada ou remediada, é necessário que nos reconciliemos com Deus.

Para efetuar nossa reconciliação, Deus o Pai designou e enviou seu Filho para ser nosso Mediador. Cristo traz a nós nada menos que a majestade divina do próprio Deus – ele é o Deus encarnado. Para isso, ele tomou para si uma natureza humana e voluntariamente submeteu-se às exigências de Deus.

Cristo não iniciou a reconciliação tentando persuadir o Pai a deixar de lado sua ira. Pelo contrário, no conselho eterno da Deidade houve completa concordância entre o Pai e o Filho de que este deveria vir como nosso Mediador. Nenhum anjo poderia representar Deus adequadamente em relação a nós; somente o próprio Deus poderia fazê-lo.

Na encarnação, o Filho tomou para si a natureza humana a fim de efetuar a redenção da descendência caída de Adão. Por meio da sua perfeita obediência, Cristo satisfez as exigências da lei de Deus e mereceu a vida eterna para nós. Por sua submissão à morte expiatória na cruz, ele satisfez as exigências da ira de Deus contra nós. Positiva e negativamente Cristo satisfez os requerimentos divinos para a reconciliação. Estabeleceu para nós uma nova aliança com Deus por meio do seu sangue e continua a interceder por nós diariamente como nosso Sumo Sacerdote.

Um mediador eficiente é aquele capaz de gerar a paz entre as partes em conflito ou inimizadas. Este foi o papel que Jesus desempenhou como nosso perfeito Mediador. Paulo declarou que temos paz com Deus através da obra de Cristo de reconciliação: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

A obra medianeira de Cristo é superior a de todos os outros mediadores. Moisés foi o mediador da antiga aliança. Serviu como intermediário de Deus, dando a lei aos israelitas. Jesus, porém, é superior a Moisés. O autor de Hebreus declara: “Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a estabeleceu. Pois toda casa é estabelecida por alguém, mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus. E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas; Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós, se guardarmos firme, até ao fim, a ousadia e a exultação da esperança” Hebreus 3.3-6

Esboço:

  1. Um mediador age para promover a paz entre a partes inimizadas.
  2. Cristo, como Deus-homem nos reconcilia com o Pai.
  3. Cristo e o Pai estão concordes, desde a eternidade, de que Cristo seria nosso mediador.
  4. A obra medianeira de Cristo é superior à dos profetas, dos anjos e de Moisés.

Publicado por: Pr. Alexandre R. de Souza
Bibliografia: Verdades Essenciais da Fé Cristã de R. C. Sproul/ Editora Cultura Cristã

“Eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos,
porque eu sou santo…” (Lv 11.44).

Quando as Escrituras dizem que Deus, ou uma das Pessoas da Divindade, é “Santo” (como fazem com frequência: Lv 11.44-45; Js 24.19; 1 Sm 2.2; Sl 99.9; Is 6.3; 41.14,16,20; 57.15; Ez 39.7; Am 4.2; Jo 17.11; At 5.3-4,32; Ap 15.4), essa palavra signfica tudo a respeito de Deus que o separa de nós e o torna objeto de admiração, de adoração e de temor para nós. Essa palavra cobre todos os aspectos da grandeza transcendente e da perfeição moral de Deus e é característica de todos os seus atributos, apontando para a Divindade de Deus em todos os aspectos. A essência dessa verdade, contudo, é a pureza de Deus, que não pode tolerar qualquer forma de pecado (Hc 1.13), e chama os pecadores a humilhar-se constantemente em sua presença (Is 6.5).

Justiça – que significa agir retamente em todas as circunstâncias – é uma expressão da santidade de Deus. Ele mostra a sua justiça como Legislador e Juiz e, também, como Cumpridor de promessas e Perdoador de pecado. Sua lei moral, que exige do homem comportamento semelhante ao seu., é “santa e justa e boa” (Rm 7.12). Ele julga com justiça, de acordo com o merecimento verdadeiro (Gn 18.25; Sl 7.11; 96.13; At 17.31). Sua ira, sua hostilidade judicial ativa contra o pecado é totalmente justa em suas manifestações (Rm 2.5-16), e seus julgamentos particulares (punições retributivas) são gloriosos e louváveis (Ap 16.5,7; 19.1-14). Quando Deus cumpre o compromisso envolvido na sua Aliança e age para salvar o seu povo, isso é um ato de sua justiça (Is 51.5-6; 56.1; 63.1; 1 Jo 1.9). Quando Deus justifica os pecadores por meio da fé em Cristo, ele o faz com base na justiça feita – a punição dos nossos pecados na pessoa de Cristo, o nosso substituto. A forma tomada por sua misericórdia justificadora mostra que ele é inteira e totalmente justo (Rm 3.25-26), e nossa justificação aparece como judicialmente justificada.

Quando Joao diz que Deus é “luz” e nele absolutamente não trevas, a figura da luz afirma a pureza santa de Deus, o que torna impossível a comunhão entre ele e a impiedade obstinada e exige que a busca da santidade e da justiça seja uma preocupação central na vida do povo cristão (1 Jo 1.5-2.1; 2 Co 6.14-7.1; Hb 12.10-17). A convocação dos cristãos – na qualidade de regenerados e perdoados – para praticarem uma santidade que se assemelha à do próprio Deus e, desta forma, agradá-lo é constante no Novo Testamento, como, na verdade, foi também no Antigo Testamento (Dt 30.1-10; Ef 4.17 – 5.14; 1 Pe 1.13-22).

Bibliografia: Bíblia de Genebra

Autor: A conclusão de que Moisés escreveu Levítico procede do caráter interno do próprio Levítico e do Pentateuco como um todo, além de referências do Antigo e Novo Testamento que apontam Moisés como autor do Pentateuco. Para uma discussão mais completa das questões relativas à autoria mosaica, ver “Introdução ao Pentateuco”

Data e Ocasião: Levítico relata, do início ao fim, as palavras de Deus a Moisés e ao seu irmão Arão, mas jamais informa quando e como essas palavras foram escritas. A data exata em que Levítico foi escrito permanece um tanto incerta, embora tenha ocorrido, sem dúvida, durante a peregrinação no deserto antes da morte de Moisés (c. 1406 a.C.). A maioria dos exegetas críticos situa a redação de Levítico na era pós-exílica (em torno do século VI a.C.), muitos séculos depois de Moisés. No entanto, esta opinião é improvável porque o conteúdo de Levítico não se ajusta a este período tardio: o culto do segundo templo difere de modo significativo do que é apresentado em Levítico. Além disso, Levítico é pressuposto ou citado em livros mais antigos, tais como Deuteronômio, Amós e, de forma mais evidente, Ezequiel. Outros argumentos contra a origem de Levítico na época de Moisés também não são convicentes. O livro reflete os ideais de culto e santidade que eram aceitos em Israel desde o tempo de Moisés até a queda de Jerusalém em 587/86 a.C.

Características e Temas: Nenhum outro livro no Antigo Testamento representa um desafio maior ao leitor moderno do que Levítico, sendo necessário um pouco de imaginação para visualizar o quadro das cerimônias e dos rituais que formam o grosso do livro. Contudo, é importante procurar compreender os rituais de Levítico por duas razões. Primeiro, porque os rituais conservam, expressam e ensinam as idéias e os valores mais caros de uma sociedade. Analisando as cerimônias descritas em Levítico, podemos descobrir o que era mais importante aos israelitas do Antigo Testamento. Em segundo lugar, as mesmas idéias aqui presentes são fundamentais para os escritores do Novo Testamento. Em especial, os conceitos de pecado, sacrifício e expiação encontrados em Levítico são usados no Novo Testamento para interpretar a morte de Cristo.

É exatamente a centralidade dos rituais de Levíticos para o pensamento do Antigo Testamento que faz com que eles sejam, muitas vezes, obscuros para nós, já que os escritores não precisavam explicá-los aos seus contemporâneos. Todo israelita sabia porque um sacrifício específico era oferecido em uma determinada ocasião e o que certo gesto significava. Para nós, porém, os mínimos detalhes no texto precisam ser tomados em consideração para compreendermos tais assuntos, e um leitura perspicaz por entre as linhas, às vezes, se faz necessária.

Levítico é parte da lei da aliança dada no Sinai. As idéias expressas em toda a aliança sinaítica, inclusive a graça soberana de Deus em escolher Israel e as suas exigências morais, são aqui pressupostas. Alguns temas são especialmente proeminentes em Levítico. Primeiro, Deus está presente com o seu povo. Segundo, porque Deus é santo, o seu povo também deve ser santo (11.45). Uma vez que o homem é pecador, ele não pode habitar com o Deus santo. O contato entre o pecador e a santidade divina pode resultar em morte. Daí ser de máxima importância a expiação pelo pecado através da oferta de sacrifício. Esses temas podem ser descritos como segue:

1. A Presença Divina: Cada ato de culto é realizado “para o Senhor” (p. ex. 1.2), que habita com o seu povo na tenda da congregação. Porque Deus está presente no Santo dos Santos, a entrada ali é vedada a todos, com exceção do sumo sacerdote uma vez por ano, no Dia da Expiação (16.17). Embora a presença de Deus seja normalmente invisível, ele pode manifestar a sua glória em ocasiões especiais como, por exemplo, na ordenação dos sacerdotes (9.23-24). A maior das dádivas de Deus é que ele condescendeu em habitar com o seu povo.

2. Santidade: O propósito de Levítico está resumido em 11.45 “Portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo“. O homem deve ser como Deus em seu caráter. Isso implica em imitar a Deus na vida diária. A santidade de Deus envolve a sua existência como a fonte da vida perfeita nas suas dimensões física, espiritual e moral. Animais oferecidos a Deus em sacrifício precisam ser livres de manchas (1.3) e os sacerdotes, que representam Deus diante do homem e o homem diante de Deus, não podem ter defeitos físicos (21.17-23). Aqueles que sofrem de fluxos, especialmente hemorragia, ou que estão afetados com doenças que desfiguram a pele são vedados do culto até que sejam curados (12-15). A saúde física é entendida como um símbolo da perfeição da vida divina. Mas santidade é também uma questão interior relativa a atitudes que se manifestam em conduta moral. O tema da santidade é enfatizado especialmente nos caps. 17-25, os quais estão preocupados principalmente com conduta ética pessoal, resumida em 19.18, “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

3. Expiação através do Sacrifício: Uma vez que o homem falhou em viver de acordo com as exigências justas de Deus, um meio de expiação tornou-se essencial para que tanto as suas faltas morais como as suas imperfeições físicas pudessem ser perdoadas. Para esse fim, Levítico oferece descrições extensivas e pormenorizadas do sistema sacrificial (caps. 1-7), do papel dos sacerdotes (caps 8-10; 21-22) e das grandes festas nacionais (caps 16; 23; 25) encontradas no Antigo Testamento. Essas grandes cerimônias foram instituídas para tornar possível a coexistência do Deus santo com o seu povo pecador.

Por meio dos símbolos e ritos que descreve, Levítico desenha um quadro do caráter de Deus, o qual é pressuposto e aprofundado no Novo Testamento. Levítico ensina que Deus é a fonte da vida perfeita, que ele ama o seu povo e que deseja habitar entre eles. Temos nisso uma antevisão da Encarnação, quando “o Verbo se fe carne e habitou entre nós” (Jo 1.14). Levítico também revela claramente a pecaminosidade do homem: nem bem os filhos de Arão tinham sido ordenados quando então profanaram o seu cargo e morreram em uma demonstração atemorizante do julgamento divino (cap.10). Os que sofrem de doenças de pele ou hemorragias, bem como aqueles que são culpados de pecados morais graves, são excluídos do culto porque as suas imperfeições são incompatíveis com um Deus santo e perfeito (caps. 12-15). Os símbolos de Levítico ensinam a universalidade do pecado humano, uma doutrina endossada por Jesus (Mc 7.21-23) e Paulo (Rm 3.23). Preso entre a santidade divina e a pecaminosidade humana, a maior necessidade do ser humano é a expiação. É aqui que Levítico mais tem a ensinar aos cristãos, pois as suas idéias são retomadas e desenvolvidas pelo Novo Testamento na descrição da morte expiatória de Cristo. Ele é o Cordeiro sacrificial perfeito, que atira o pecado do mundo (Jo 1.29). A sua morte é o resgate em favor de muitos (Mc 10.45). O seu sangue purifica-nos de todo pecado (1 Jo 1.7). Acima de tudo, Jesus é perfeito Sumo Sacerdote, que não entra em tabernáculo terreno uma vez por ano no Dia da Expiação (cap. 16), mas sim, que subiu ao tabernáculo celestial para sempre, não porque ofereceu um simples cordeiro pelos pecados do seu povo, mas deu a sua própria vida (Hb 9.10). O rompimento do véu no templo, quando Jesus foi crucificado, foi uma demonstração visível de que a sua morte abriu o caminho a Deus para todos os crentes (Mt 27.51; Hb 10.19-20). Além do mais, Levítico restringe a salvação à comunidade da antiga aliança. As leis quando ao alimento (cap. 11) e a proibição de misturas (19.19), recordavam aos judeus a sua situação ímpar. Mas o Novo Testamento abre o reino a todas as nações e ab-roga as leis alimentares (Mc 7.14-23; At 10), enquanto, ao mesmo tempo, insiste na separação da igreja em relação ao mundo (Jo 17.16; 2 Co 6.14-7.1). É enquanto o sofredor do Antigo Testamento tinha que esperar até que Deus o curasse (cap. 14), nos evangelhos, Deus, em Cristo, aproximou-se e curou tanto os leprosos como os que sofriam de hemorragias (Lc 8.43-48; 17.12-19). O Deus de Levítico, cujo caráter essencial é apresentado como vida santa, é apresentado nos evangelhos como estando presente em Cristo e em sua obra redentora.

O nome Levítico vem de Leviticus, a forma latina do título grego do livro, e significa “a prespeito dos levitas“. Os levitas eram a tribo de Israel da qual procediam os sacerdotes; eles eram responsáveis pela manutenção do local e das práticas de culto de Israel. O título é pertinente, porque o livro trata basicamente do culto e das condições necessárias para o culto. No entanto, o livro não se destinava somente aos sacerdotes ou levitas, mas também aos israelitas leigos, ensinando-lhes como oferecer sacrifícios como oferecer sacríficios e como vir à presença de Deus no culto. Levítico fala para a humanidade em todas as épocas, lembrando-nos da gravidade de nosso pecado, mas também apontando-nos o sacrifício daquele cujo sangue é muito mais efetivo do que o sangue de touros e cordeiros.

Bibliografia: Bíblia de Genebra

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"A distinção entre as ações virtuosas e pecaminosas foi gravada pelo Senhor no coração de todos os homens". João Calvino

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